quinta-feira, 3 de maio de 2012

*VERSOS DA SOLIDÃO, DE CHICRE FARHAT. MAIS UM BELO LIVRO DE POESIAS.


  




“Meu verso livre, minha imagem,             
fala o que vem à mente e ao coração.”.

“Escrevo meu temperamento,
solto minha fúria e indignação.
Não rabisco o vazio, sem emoção,
 que não toca a ninguém”.
São com estes versos do poema "A Viúva Ensina a Raiar", do novo livro Versos da Solidão de meu “amigo de infância” e grande poeta Chicre Farhat que escrevo sobres mais um belo livro de poesias.
Levei algum tempo para escrever por tratar-se de um livro que, como dizem os admiradores de um bom vinho, mereceu ser degustado verso a verso, numa grande viagem. Ler “Amor do Exílio”, mais que um poema, um belo romance. Ou “Cheiro de Rosa e Jasmim”, onde destaco o último refrão:

“...há outros paladares olfativos,
que nos afligem, e nos envergonham,
exalam de certas consciências pesadas,
de líricas responsabilidades,
sem tocar o coração dos homens”.

Os belíssimos “Ato Seminal” e “Chuva de Deus”. O desafiante “Desafio à Coragem”.
Tem também uma bela homenagem em “Mãe Assima” e o sensacional “Se...”, perfeito!
Uma bela “Biografia”.
Quem ainda não teve a oportunidade de ler, eu recomendo.
Encerro com o poema “Curvaturas Humilhantes” na íntegra, com a licença do amigo Chicre:

“Não aceitar acusação forte,
por fraqueza.
Com a fibra do coração reagir.
De pé!

Não tremer de espanto, de
nenhum medo.
Erguer o peito: nada pedir ou
desejar clemência.

Arrancar bravura da dor
irremediável. Colher belas
flores.

Não se dobrar em curvaturas
humilhantes. Concordar
dignamente.

Jamais o receio de dizer não
à ofertas ocultas, a vida
facilitando. A consciência lhe
cobrará soma maior.

Dar exemplo de postura e brio,
no mundo de invertebrados, do
sucesso a qualquer preço.

Basta de vale-tudo deslavado,
da riqueza comprometida,
envenenada.
Morrer sem lágrima de
arrependimento, respirando o
ar puro dos que não se
VENDERAM!”

Segue Chicre, desafiando a coragem.
.

2 comentários:

  1. Chicre Farhat... Tenho fé no futuro de um chão que produzem almas semelhantes a essa... Nem gosto de poesia, mas, em função do tanto que literalmente ADOREI outras publicações dele,como "Por que matei o padre", "A culpa dos inocentes" e "O Resgate", li cada uma delas, nesse livro, com muito carinho. E só tenho motivos para agradecer. Por mim, recomendo:
    -Bater de frente
    -Cidade fantasma
    -Curvaturas humilhantes
    -Desencontro
    -Não vou por esse caminho.

    Como não amar e honrar quem é capaz de dizer, mesmo com todo o peso dos anos que passam:
    "Relampeja minha vida é vendaval, voo
    sem escala. Ao chegar, ficarei perdido.
    Não SEI onde irei parar, qual meu destino.
    SEI que não vou com eles a lugar algum".

    ESSES ficam. O resto é nada.

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  2. Ops... Corrigindo post anterior: CHÃO QUE PRODUZ!
    Perdão!

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