quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

*RESPOSTA AO VEREADOR.


O vereador disse que minha denúncia é vazia - pergunto eu - será mesmo, Vereador?
- Insisto que seja dever de uma comissão da Câmara procurar as pessoas que se enquadrem no desrespeito aos princípios da impessoalidade e da moralidade, onde o nepotismo está inserido. Não poderia e não deveria mencionar nomes, pois poderia ser injusto com  pessoas que possam estar enquadradas em algumas prerrogativas legais, fato que o vereador deveria saber.
- Minha posição quanto ao nepotismo é completamente diferente da sua e você sempre soube disso. Quanto a você não enxergar o nepotismo como “algo tão grave assim”, me decepciona ver um legislador não entender que leis são feitas para serem respeitadas, em especial esta em voga, e a Lei é clara. Justificar sua posição e opinião a respeito baseado no tamanho das famílias e sua inserção numa cidade com quatorze mil habitantes apresentando isso como justificativa é simplesmente deprimente, principalmente quando temos inúmeros jovens desempregados, grande número destes recém formados, capacitados e esperançosos por uma oportunidade de trabalho ver cargos da prefeitura ser ocupados por “parentes diretos”EU DISSE PARENTES DIRETOS – pais e/ou mães, maridos e/ou mulheres, filhos e/ou filhas, irmãos e/ou irmãs, cunhados e/ou cunhadas.
- Quanto a sua colocação sobre “fazer denúncia indignada somente um mês e meio depois de minha esposa ser exonerada do cargo de secretária municipal de desenvolvimento econômico” e, pior ainda, dizer que “por seis anos não viu nenhuma manifestação de minha parte” é mais uma vez deprimente. Vou repetir o que disse no plenário da Câmara Municipal: quando eu participo de um governo, por respeito e confiança em quem governa assumo uma posição ética de dialogar. Foi assim durante os quatro anos em que fui vice-prefeito e os dois anos seguintes em menor escala. O prefeito Honório sabe disso. Assim que identificava qualquer falha, o procurava, apresentava e discutia o problema, sempre apresentando propostas de solução. Exemplos vereador, são muitos! Não preciso enumerá-los. Voltando à questão da minha esposa, antes de ocorrer  a exoneração, após três anos de muitos debates sobre a prática ilegal da capina química pautados sempre no diálogo até o esgotamento desta possibilidade, apresentei ao Ministério Público todos os documentos, ofícios e ações do Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano denunciando o fato, que ensejou um Termo de Ajustamento de Conduta à prefeitura. Será que o vereador também não viu isto? Ou seja, vereador, prova de que nunca me ative a cargos públicos, pois nunca dependi deles, diferente de você que é totalmente dependente de cargo público. O seu problema é que você desconhece completamente o verdadeiro sentido da palavra “ÉTICA”.
- Quanto ao “tiraram a mamadeira e o bebê chorou”, o vereador e com certeza seu colega citado – se é que partiu de algum outro - não se contentou com uma mamadeira e exigiu uma vaca inteira.
- Por fim: quanto às indicações para os cargos da secretaria de assistência social, mais uma vez sua colocação foi deprimente, como também é deprimente o total desconhecimento das leis pelo vereador que comprovam sua total ignorância legislativa. Vereador, a profissional por mim indicada Maria das Graças Corrêa não se enquadra em nenhum grau de parentesco legal a minha pessoa, mas isto eu não vou te ensinar. Trate de estudar para amenizar sua ignorância legislativa! E não me venham com a história de demissão da mesma por represália à denúncia que fiz! O que o senhor deveria ter lembrado é que, mesmo sendo eu vice-prefeito na época e minha esposa indicada por muitos, inclusive pelo senhor, para assumir a secretaria de assistência social não permiti que ela fosse nomeada por respeito à legislação, à moral e à ética na administração pública. Lutei quatro anos contra esta prática no legislativo, provoquei intensos debates, tive e tenho caráter, moral e vergonha na cara suficiente para não aceitar. E justamente você, que participou diretamente de tudo isso! Você que eu indiquei para o cargo! Você que estava com uma mão na frente e outra atrás, desempregado e no total desespero a ponto de ter que ir para São Paulo atrás de emprego, pois sua situação era muito difícil na ocasião! Justamente você vem falar em fisiologismo, em mamadeira!
- E o que falar da “bela” marca que você deixou no legislativo biquense  no ano de sua presidência? Você inchou a folha de pagamentos da câmara criando grande número de novos cargos. Opa! Teremos concurso público, pensaram alguns. Mas ao invés de promover concurso público que você “acha que a prefeitura deveria fazer” preferiu a prática das contratações sabe-se lá a que critérios.  
É totalmente contraditório você primeiro afirmar que não enxerga algo tão grave assim no nepotismo e logo depois afirmar que "sair atirando a esmo  com relação a  um assunto polêmico como é o nepotismo, é puro ressentimento". Será que atirei mesmo a esmo, vereador?
 Nunca imaginei que pudesse me enganar tanto em relação a uma pessoa. Você é sem dúvida o retrato triste e infeliz do velho ditado “Quer conhecer alguém? Dê poder a ele.” Hoje eu te conheço. Hoje o povo de Bicas te conhece.
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Em tempo: Fisiologismo;
Prática política voltada para o interesse e proveito personalizados do praticante, mercê de atos de prevaricação e corrupção ou afins.
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5 comentários:

  1. Desculpe mas não entendi. Esta moça, Maria das Graças, é ou não é sua parente?
    E sua esposa, foi mesmo exonerada há pouco tempo?

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  2. O parentesco se refere aos vínculos entre membros de uma família. Estes vínculos se organizam em linhas e se medem em graus. Os graus são o meio apto para a determinação da proximidade ou remoticidade nas relações de parentesco, com uma importante observação: marido e mulher não são parentes. São cônjuges. Ou seja, se equivalem um ao outro, a mesma pessoa. Ex.: Marido/mulher; irmão/cunhada; irmã/cunhado...
    A Maria das Graças vem a ser filha de minha Tia-avó, ou seja, está no 5°grau de parentesco. Publiquei a tabela do Tribunal Eleitoral sobre grau de parentesco aqui no blog, que vale para a identificação dos casos de favorecimentos familiares (nepotismo) com cargos por simples contrato de trabalho na administração pública até o terceiro grau.
    Quanto à questão de minha esposa, ela assumiu uma secretaria de governo em janeiro de 2009 – já no governo atual - e foi sim exonerada em dezembro de 2010. Já fui questionado se não seria nepotismo. Para esclarecer, mesmo que não seja esta sua dúvida, não ocupei e não ocupo cargo eletivo ou comissionado nem por contrato de trabalho neste mandato. Como já descrevi na postagem, fui vice-prefeito no mandato anterior (2005/2008) e não aceitei que minha esposa assumisse em 2005 a secretaria de assistência social, mesmo sendo ela extremamente qualificada para o cargo, pessoa que trouxe para Bicas e desenvolveu aqui um dos mais belos projetos do governo Lula, a "Compra Antecipada com Doação Simultânea" trazendo fartura de alimentos para as escolas, asilo, creches, hospitais, lactário e projetos sociais religiosos envolvendo alimentos, beneficiando todas as entidades prestadoras de serviço de assistência social e gerando renda para o homem do campo. Detalhe: trabalho totalmente voluntário.
    Espero que tenha esclarecido suas dúvidas.

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  3. Ah, entendi, então ela é realmente sua parente. Você não acha então, que apesar de legalmente ela não se enquadrar no caso de nepotismo, moralmente sua indicação foi equivocada?
    É, porque afinal de contas, independente do grau de parentesco, ela é sua parente. Já parou para pensar nisso? Eu acho isso imoral, você não?

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  4. Sem querer entrar no mérito da discussão de vocês, acho realmente difícil um governante montar a estrutura base de seu governo, principalmente com relação à formação do quadro de pessoal que irá auxiliá-lo em seu governo!
    Tudo começa pelas indicações de militantes por parte dos líderes dos partidos políticos coligados, e quanto maior a coligação, maior é o número de interessados em ocupar um “carguinho” no governo. Isto é um problema político!
    Vamos ao problema técnico. Amarildo, com relação a concurso publico, tivemos uma experiência na gestão passada e você deve conhecer bem o resultado. A maioria das pessoas aprovadas no último concurso público promovido pela prefeitura de Bicas era de fora, e à medida que elas foram chamadas a assumirem seus cargos, muitas desistiram, e as poucas que tomaram posse, hoje, ou estão de licença sem vencimentos ou já pediram demissão. E os cargos continuam vagos.
    O grande problema de concurso público é fazer com que as pessoas aprovadas e após tomarem posse em seus cargos, se engajem na administração. Imagine você eleito prefeito e ter que trabalhar com pessoas que foram admitidas (via concurso público) em outras administrações e que não simpatizem com você. Pessoas que não se interessam nem ao menos em cumprir seu horário de trabalho, mas têm estabilidade. Lógico que tem algumas que você, como muito “jeitinho”, conseguirá salvar.
    E aí, o que fazer? Será que estes inúmeros jovens desempregados, recém formados, capacitados e esperançosos por uma oportunidade de trabalho, citados por você, se habilitariam a prestar concurso para ocupar cargos na prefeitura? Com esse salário?
    Imagine só, o agente público ter que contratar pessoas capazes, de confiança, que queiram trabalhar, que aceitem ganhar o salário pago pela prefeitura e que ainda não sejam parentes até o 3º grau (maridos, esposas, pais, avós, bisavós, filhos, netos, bisnetos, irmãos, sobrinhos, tios, sogros, sogras, cunhados, genros e noras), salvando aí só os primos, pois estes são considerados parentes de 4º grau.
    Você há de considerar que realmente em Bicas fica difícil! Tudo bem, mas lei é lei.
    E LEI foi feita prá ser cumprida e não discutida.

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  5. Olha, Maria.
    Devo ter mais de trinta “parentes” espalhados por essa Minas Gerais no mesmo grau de parentesco da Maria das Graças, não a toa considerados “parentesco remoto” pela legislação, pessoas que não conheço e que talvez nem venha a conhecer algum dia, filhos de irmãos de meus avós. Te pergunto: quantas pessoas de sua família neste grau de parentesco você conhece? Tenho por ela grande admiração, amizade e respeito, como tenho por muitos excelentes profissionais de nossa cidade nas mais diversas áreas de trabalho da administração pública, não que os “parentes remoto” citados acima não mereçam meu respeito e minha consideração, aliás, fico muito feliz quando conheço um novo parente, mesmo remoto. Respeito muito sua opinião, mas tenho minha consciência extremamente tranqüila a respeito. Quanto ao termo “equívoco” poderia até pensar em equívoco se ela fosse uma pessoa completamente despreparada para o cargo que ocupa, mas se trata de pessoa com um perfil de trabalho fantástico na assistência social de nosso município, tendo dedicado mais de vinte anos ao voluntariado na Sociedade São Vicente de Paula, extremamente preparada para atender e se relacionar bem com os mais pobres e necessitados, fato que todos na cidade conhecem plenamente. Não tenho dúvidas da competência e da dedicação com que realiza seus trabalhos. Sem sombra de dúvidas, passa muito longe da imoralidade. Por tudo isso, volto a frisar, não entendo nem considero ser nepotismo e a lei também não.

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