terça-feira, 20 de outubro de 2009

*EM DEFESA DO MEIO AMBIENTE.

A questão ambiental tem norteado todas as novas propostas e projetos, em especial, nas questões de infra-estrutura urbana. Não se pode mais pensar a cidade sem que o respeito ao meio ambiente seja o ponto de partida, a principal referência para tudo o que se pense em termos de desenvolvimento, sempre de olhos voltados para o futuro. E o futuro está logo ali!
Foi pensando exatamente assim que iniciei em 2007 uma pesquisa aprofundada sobre o produto químico ROUNDUP NA, usado indiscriminadamente para capina química das ruas de praticamente todas as cidades de nossa região - infelizmente um equívoco gravíssimo. E o Município de Bicas também vinha utilizando tal produto, autorizado pela lei 1.264/2006.
Após inúmeros debates com o prefeito, secretária de saúde e secretários de meio ambiente, decidiu-se pela suspensão temporária do uso do ROUNDUP. Ao longo dos dois últimos anos, o produto voltou a ser usado por um pequeno período levando-me a buscar e propor novas alternativas. Hoje, graças ao dinamismo do Juninho da PRECISA, ao empenho do atual Secretário de Obras Públicas Eliseu e do Secretário de Meio Ambiente Jorge Luiz Ribeiro, contando com total apoio do Prefeito Honório de Oliveira, um novo sistema de capina mecânica foi desenvolvido e já está funcionando com sucesso. Diante disso, vem a pergunta: Por que não revogar a lei 1.264/2006? . Vale ressaltar que este tema já foi amplamente discutido no COMDURB – Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano - do qual sou presidente - que por unanimidade, deliberou pelo envio de ofício ao prefeito pedindo a revogação da lei.
Apresentei também uma moção aprovada por todos os delegados presentes à IV Conferência Municipal de Saúde com o mesmo fim: “a revogação da Lei 1.264/2006”.
Insisto em sua revogação, pois se trata de uma lei integralmente desrespeitada, principalmente quando confrontada com as descrições da bula do produto que proíbe “uso urbano”, além de outras determinações explícitas como:
- “intervalo de reentrada de seres humanos: 24 horas após a aplicação";
- “não entre na área tratada com o produto até o término do período de reentrada";
- “produto perigoso";
- “evite o máximo possível o contato com a área de aplicação”;
- “as formulações contendo glifosato tem ação irritante e potencial corrosivo para pele e mucosas. os efeitos são mais graves em crianças”;
- “obrigatório o uso de equipamento de segurança";
- “Corpos de água: interrompa imediatamente a captação para o consumo humano ou animal”;
- “A destinação inadequada das embalagens vazias e restos de produtos no meio ambiente causa contaminação do solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas".
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As conseqüências do desrespeito ao meio ambiente tem se comprovado devastadoras em diversas cidades, estados e países. Hoje, o ser humano não pode mais dar um passo sequer sem ter como foco principal em suas ações o respeito ao meio ambiente.
Por reconhecer na atual administração, um governo voltado e preocupado com a preservação do meio ambiente e com a saúde de nosso povo, por ela ser sabedora de que lhe desejo e me empenho pelo seu grande sucesso, pois o sucesso dela reflete e refletirá no sucesso de todos nós, através da melhoria da qualidade de vida de todos os cidadãos biquenses e principalmente pelo grande sucesso na adoção da “Capina Mecânica” (ver matéria publicada neste blog em 13 de agosto) aguardo ansioso, mas confiante, pela revogação da lei 1.264/2006.
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2 comentários:

  1. Lamento informar mas acho que estão voltanto a jogar o randap nas nossas ruas. Já vi a máquina rodando demadrugada. Acho muito bom você cobrar mas você sozinho não vai adiantar. O pior é que ninguem tá ligando pro problema. Tão envenenando nossas crianças e todos nós!!!
    Alguém precisa fazer alguma coisa!!!

    Paulo César Soares.

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  2. É realmente um absurdo continuar a usar o veneno.
    Se tudo que você escreveu na matéria tá na bula do produto químico (e não acredito que você possa estar mentindo) alguém tem que fazer alguma coisa! O CASO É GRAVE!
    Os moradores daí não podem aceitar isso!

    Parabéns pela luta! Espero que tudo isso acabe um dia.

    Clarice Martins.

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