terça-feira, 4 de setembro de 2012

* UM POUCO MAIS DA HISTÓRIA DA FERROVIA ENTRE BICAS E GUARARÁ.

Nesta foto, o registro de tempos românticos, onde vemos o ponto de onde partia o bonde de tração animal da Estrada de Ferro Guararense, local onde hoje está situado o prédio da Prefeitura Municipal de Bicas. É possível ver ao fundo a estação ferroviária de Bicas.
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Muito se fala sobre a famosa Rua do Bonde, sobre o porquê deste carinhoso “apelido” à Rua Artur Bernardes.
Para resgatar uma importante parte da história de nossa cidade - da nossa história - pesquisei meus arquivos de fotos antigas e contei principalmente com a preciosa contribuição de minha irmã Marly Maria Mayrink, outra pesquisadora por natureza, que após passar uma tarde garimpando histórias em antigos jornais da Zona da Mata de Minas Gerais na Biblioteca Nacional, encontrou algumas preciosidades como as propagandas da Estrada de Ferro Guararense, publicadas no Jornal O Guarará, datado de 19 de julho de 1896 com anúncios de horários e preços das passagens.
Nesta época, a Villa de Bicas era Distrito de Guarará e a Estrada de Ferro Guararense administrava o transporte de passageiros sobre trilhos, inicialmente em vagões tracionados por uma pequena locomotiva que funcionou por aproximadamente dez meses, tendo seus serviços paralisados após enfrentar problemas de sub-dimensionamento da pequena locomotiva relativo ao vagão tracionado. 
O serviço de transporte sobre trilhos voltou a funcionar algum tempo depois com novos vagonetes e tração animal, tendo como principal objetivo interligar a sede do Município à estação de trens da Leopoldina, localizada na Villa de Bicas.
Num dos anúncios, podemos ver a preocupação dos administradores da “ferrovia” em combinar seus horários com os horários dos trens da Leopoldina.

Em tempo: Por entender ser de grande importância e esclarecedoras as informações do amigo e historiador guararense Francisco Oliviera http://oguararense.blogspot.com.br apresentadas na caixa de comentários desta matéria, entendi por bem trazê-las na íntegra a todos os leitores.

"A Estrada de Ferro Guararense, conforme atesta Francisco de Sequeiros Teixeira em seu "Almanach do Município de Guarará",
um livro que está entre o raro e o impossível de ser adquirido, teve um curto período de duração: 10 meses.

Após uma série de entreveros, o Sr Agente Executivo abriu concorrência pública para a venda (Resolução N. 2 de 18 de maio de 1897) e, no fim das contas foi encomendado ao sr. Paschoal Lamoglia a adatação de "bonds" por tração animal à malha ferroviária ja existente. Quanto ao maquinário outro, cuja aquisição careceu de competência técnica, ficou à deriva e acabou como sucata.

- Almanach do Município de Guarará, F. S. Teixeira. Tipografia Gazeta de Guarará, 1899
- O Correio de Minas ANNO IV, 01 de 06 de 1897."
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Anúncios da estrada de Ferro Guararense com horários de partida e valores das passagens, publicadas no Jornal O Guararense em 23 de julho de 1896.
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Foto da Rua Coronel Souza, onde vemos os trilhos da "Estrada de Ferro Guararense". No cercado à direita da foto, local onde hoje está situado o Banco do Brasil.
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Um comentário:

  1. Olá Amarildo,
    A Estrada de Ferro Guararense, conforme atesta Francisco de Sequeiros Teixeira em seu "Almanach do Município de Guarará",
    um livro que está entre o raro e o impossível de ser adquirido, teve um curto período de duração: 10 meses.

    Após uma série de entreveros, o Sr Agente Executivo abriu concorrência pública para a venda (Resolução N. 2 de 18 de maio de 1897) e, no fim das contas foi encomendado ao sr. Paschoal Lamoglia a adatação de "bonds" por tração animal à malha ferroviária ja existente. Quanto ao maquinário outro, cuja aquisição careceu de competência técnica, ficou à deriva e acabou como sucata.

    - Almanach do Município de Guarará, F. S. Teixeira. Tipografia Gazeta de Guarará, 1899
    - O Correio de Minas ANNO IV, 01 de 06 de 1897.

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