“Meu verso
livre, minha imagem,
fala o que vem à mente e ao coração.”.
“Escrevo meu temperamento,
solto minha fúria e indignação.
Não rabisco o vazio, sem emoção,
que
não toca a ninguém”.
São com estes
versos do poema "A Viúva Ensina a Raiar",
do novo livro Versos da Solidão de meu “amigo de infância” e grande poeta
Chicre Farhat que escrevo sobres mais um belo livro de poesias.
Levei algum
tempo para escrever por tratar-se de um livro que, como dizem os admiradores de um bom
vinho, mereceu ser degustado verso a verso, numa grande viagem. Ler “Amor do
Exílio”, mais que um poema, um belo romance. Ou “Cheiro
de Rosa e Jasmim”, onde destaco o último refrão:
“...há outros paladares olfativos,
que nos afligem, e nos envergonham,
exalam de certas consciências pesadas,
de líricas responsabilidades,
sem tocar o coração dos homens”.
Os belíssimos
“Ato Seminal” e “Chuva de Deus”. O desafiante “Desafio
à Coragem”.
Tem também
uma bela homenagem em “Mãe Assima” e
o sensacional “Se...”, perfeito!
Uma bela “Biografia”.
Quem ainda
não teve a oportunidade de ler, eu recomendo.
Encerro com
o poema “Curvaturas Humilhantes” na
íntegra, com a licença do amigo Chicre:
“Não aceitar acusação forte,
por fraqueza.
Com a fibra do coração reagir.
De pé!
Não tremer de espanto, de
nenhum medo.
Erguer o peito: nada pedir ou
desejar clemência.
Arrancar bravura da dor
irremediável. Colher belas
flores.
Não se dobrar em curvaturas
humilhantes. Concordar
dignamente.
Jamais o receio de dizer não
à ofertas ocultas, a vida
facilitando. A consciência lhe
cobrará soma maior.
Dar exemplo de postura e brio,
no mundo de invertebrados, do
sucesso a qualquer preço.
Basta de vale-tudo deslavado,
da riqueza comprometida,
envenenada.
Morrer sem lágrima de
arrependimento, respirando o
ar puro dos que não se
VENDERAM!”
Segue Chicre,
desafiando a coragem.
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