29 julho 2010

*SHOW PARA A HISTÓRIA DA EXPO BICAS.



Nesta quarta-feira, o Parque de Exposições lotou para assistir ao grande show da noite, com o casal Maria Cecília & Rodolfo. E quando você está no meio da galera, você não assiste, você literalmente participa do show, você é parte dele! É realmente imprecionante ver a galera toda cantando junto, afinadadinha com a dupla. E eles ressaltaram isso várias vezes durante o grande espetáculo que apresentaram.
Ou seja, mais um grande show para a história da EXPO BICAS!
Que venha a Banda Eva na sexta-feira. Estaremos lá com certeza!


Clic nas fotos para ampliar.




Fotos: Amarildo Mayrink
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28 julho 2010

*COMEÇOU A 40ª EXPO BICAS!

Show com Leonardo de Freitas & Fabiano.
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Começou a maior festa de nossa cidade, a EXPO BICAS 2010. 
E começou muito bem! Bons shows regionais e shows de grandes estrêlas da música brasileira, gente bonita, boa infra-estrutura, belos animais expostos, enfim, muita festa!
Confesso que vibro muito nestes dias de festa. Oportunidade de rever amigos, de ver nossa cidade vibrante, visitas ilustres. Muita, mas muuuuita gente bonita mesmo, sô!
Bem... deixa eu ir que daqui a pouco tem Maria Cecília & Rodolfo.
Prá quem não pôde vir, em breve publico mais fotos.
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Show da Banda Zona Blue.

Show de André, Leandro e Léo.

Show da Banda Velhos Traços.

E a galera participando...

Gente bonita! 
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Muita gente bonita!



A festa começou com uma grande cavalgada pelas ruas da cidade.

Belos animais expostos. É o concurso leiteiro!
Fotos: Amarildo Mayrink
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23 julho 2010

*SÁBADO, DIA 31, PARAPENTES VÃO COLORIR OS CÉUS DE BICAS.

É isso aí!
A galera vai decolar do morro da torre, descendo no próximo ao rancho paradela.
Venha assitir ao espetáculo deste sensacional esporte radical!
Não percam!
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20 julho 2010

*IMAGENS QUE FALAM.

Nada a escrever. Basta olhar...
Sem palavras...
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*9ª FEIRA CULTURAL DO ESTADUAL.

Fazendo parte efetiva do calendário cultural de nossa cidade, pelo nono ano seguido, a Escola Estadual Deputado Oliveira Souza realizou sua Feira Cultural. Este ano, com o tema "Resgatando as Festas Populares". E mais uma vez tive a alegria de participar deste maravilhoso evento.
Neste ano, os alunos apresentaram o tema dividindo em três dias. No primeiro dia, o ensino fundamental, seguido do magistério e secretariado no segundo e no último dia, a apresentação do ensino médio, todos apresentando números de dança, de quadrilha, imitações e casamento.

Foram momentos de muita alegria e descontração proporcionados pela galera do Estadual, que também aproveitaram a festa para o lançamento oficial da "Rádio Estadual", que começou a funcionar no dia da abertura da festa.
Parabéns à Família Estadual por mais esta grande festa. Realmente, um grande evento! 
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15 julho 2010

*20 ANOS DO ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE.

Numa bela iniciativa do Conselho Tutelar de Bicas com o apoio do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, no último dia 12, a Câmara Municipal realizou Sessão Solene em comemoração aos 20 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente.
Além dos vereadores e da grande participação popular, o evento contou também com a presença do Prefeito  Honório de Oliveira, da Dra. Maria Cristina de Souza Trulio, Juíza de Direito da Comarca, da Dra. Flávia Maria Carpanêz de Melo, Promotora de Justiça e com a ilústre presença da Dra. Ana Maria Lomóglia Jabour, Juíza de Direito à época da aprovação da Lei em nosso Município.  
Entre tantos oradores que fizeram uso da palavra, atendendo ao convite do conselheiro João Luiz de Souza, usei a tribuna para contar um pouco do grande trabalho que eu e os demais vereadores da legislatura 2001/2004 realizamos no processo de discussão do Projeto de Lei 02/2002, que instituiu "Diretrizes para a Política Municipal  de Atendimento dos Direitos da Criança e do Adolescente".
Fotos: Foto Adelson
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Relatei meu grande aprendizado naquele importante momento ao participar de um Seminário sobre o tema na cidade de Alterosa, no sul de Minas Gerais,  organizado  pela Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados e que contou com a presença do Dr. Geraldo Claret, então Promotor da Vara da Infância e da Juventude do Estado de Minas Gerais e principal palestrante do Seminário.
Após adquirir grande bagagem de informações neste evento, pude debater o tema com maior propriedade com os demais vereadores onde, ao final de todo processo, corrigimos graves erros e equívocos do projeto de lei ao realizarmos 78 emendas que foram aprovadas por unanimidade, transformando-o em uma das mais importantes Leis de nosso Município e que, segundo afirmação do próprio Dr. Geraldo Claret, "se não a mais, uma das mais completas Leis de políticas públicas sobre criança e adolescente de todo o Estado de Minas Gerais".
 Os Ex-conselheiros(as) Beth, Francisco, Carmem, Norma e Maria Helena e João, atual conselheiro, com a Dra. Ana Maria Lamóglia Jabour.
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Estes momentos são verdadeiramente especiais, pois nos oferecem a oportunidade de relembrar importante página da história de nosso Município que com muito orgulho ajudei a escrever.
Aproveito também para parabenizar a todos os conselheiros tutelares de Bicas - os atuais e seus antecessores - que também foram e são importantíssimos para que nossa cidade tanto avançasse na proteção de nossas crianças e adolescentes.
Os atuais conselheiros Sônia, Carlos Evandro, Fernanda e João Luiz com a Dra. Ana Maria.
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07 julho 2010

*FESTA JULINA E GINCANA DO COLÉGIO COPEB.


A turma do "Ripa na Xulipa" em show de irreverência e criatividade na encenação de músicas dos "Mamonas Assassinas".

Eu e Leila recebemos convite da direção do COLÉGIO COPEB para participar da Festa Julina e atuarmos como jurados na gincana da escola, que aconteceu no dia 3 de julho na sede do Esporte Clube Biquense.
Confesso que foi uma experiência sensacional. A galera do COLÉGIO COPEB abusou da criatividade e irreverência com apresentações espetaculares.
Divididas em duas equipes – "Ripa na Xulipa" e "Distroyer" – disputaram uma maratona de 13 tarefas, incluindo aí tarefas de cunho social, como arrecadação de materiais de limpeza para doação a instituições filantrópicas e tarefas onde a criatividade deveria ser o ponto forte, com apresentação de dança, ginástica e encenações musicais.
Entre tantos shows de criatividade dos alunos, para mim, o destaque ficou por conta das apresentações da equipe Ripa na Xulipa encenando músicas dos “Mamonas Assassinas” na 5ª tarefa Artistas Ocultos e “Nos tempos da Brilhantina”, apresentada na 9ª tarefa, além da sensacional tarefa “Dança dos Professores”, a 10ª da gincana, onde os mesmos interpretaram a música "Y.M.C.A." do grupo "Village People".
Não poderia deixar de destacar também a equipe Distroyer e a bela apresentação das "Garotas da COPAPEB". Essa galera também deu show de criatividade no cumprimento das tarefas. Parabéns a todos!
Agradecemos pelo carinhoso convite e pelas boas horas de descontração e muita alegria que nos proporcionaram.
Já esperamos pela próxima, valeu!
 Belíssima apresentação da turma do "Ripa na Xulipa", encenando passagem do filme "Nos Tempos da Brilhantina".
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 A turma do "Distroyer" encenando passagem do filme "Embalos de Sábado a Noite".

 Os Professores deram um show na encenação da música Y.M.C.A., do grupo Village People.
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06 julho 2010

*TURMA DO VÔO LIVRE DESCOBRE MAIS UM PONTO DE DECOLAGEM EM BICAS!

Visual belíssimo!
Pois é!
Rafael e sua turma descobriram mais um point do vôo livre em Bicas. Agora é o "Morro do Mim", no campo do leopoldina.
No último fim de semana estiveram por lá e constataram que o lugar é perfeito para voar.
O visual é realmente maravilhoso, tendo a serra de fundo. Veja as fotos e comprove: 
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 "Morro do Mim": mais um point do vôo livre em Bicas.

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Veja mais fotos no blog do turismo: bicasturismo.blogspot.com
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*DIA 5 DE JULHO: DIA DO MEIO AMBIENTE.


Datas importantes costumam passar em branco.
O dia 5 de julho, dia do Meio Ambiente é um destes dias.
Confesso que comemorei muito! 
Uma comemoração pessoal, por ter a convicção e consciência de que fiz minha parte na defesa de nosso meio ambiente, através da luta pelo fim do uso e prática da capina química em Bicas.
Hoje nossa cidade está livre do ROUNDUP!
Cabe a cada um de nós fiscalizarmos para que nunca mais voltem a usar este veneno em nossas ruas.
Portanto, faça você também a sua parte. Defenda o Meio Ambiente todos os dias!
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25 junho 2010

*TEM VÔO LIVRE EM BICAS!

Rafael "Mazaropi" decolando para mais um belo vôo.

Em minhas idas ao bar do Mazaropi para saborear aquela maravilhosa pizza, por várias vezes o Rafael me procurava para conversar sobre seu novo hoby, o vôo de parapente. Dizia estar procurando a rampa ideal para decolagem. 
Passados alguns meses, eis que surge o Rafael dizendo ter encontrado o lugar ideal: o morro da tôrre. 
E não é que ele estava com a razão. Fui lá pra conferir e o novo point do vôo livre ficou realmente espetacular!
Para comprovar o que escrevo, convido você leitor para ver as fotos desta matéria.
Foi sensacional ver parapentes e asa delta colorindo os céus de Bicas!
E tem mais! A galera de Juiz de Fora gostou tanto que promenteu colorir os céus da cidade com mais de 20 voadores de parapente e asa delta nos dois fins de semana da EXPO 2010.
Então, não percam! Vá lá pra conferir! É realmente sensacional!
Veja todas as fotos no blog do turismo: bicasturismo.blogspot.com
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18 junho 2010

*CONHEÇA MELHOR PAULO DELGADO LENDO ESTA RIQUÍSSIMA ENTREVISTA.

O desiludido utópico

 


    VALOR ECONÔMICO
    Rosângela Bittar, de Brasília
    18/06/2010


O deputado mineiro Paulo Delgado (PT) disputa em outubro, aos 59 anos, o sétimo mandato de deputado federal. Professor e sociólogo, é um político reconhecido por exercer a tarefa parlamentar sem perder as rédeas do pensamento que o faz um crítico agudo da instituição a que pertence. À distância da omissão, porém, pois Delgado não choraminga em berço esplêndido: é autor ou coautor de leis e resoluções que tentaram organizar e moralizar a Casa onde exerce o mandato que lhe foi dado pelo eleitor.
Por exemplo: é um dos autores do artigo 37, parágrafo 1º da Constituição Federal, que proíbe propaganda pessoal dos governantes, um dos problemas que denigrem a política. É autor da lei das cooperativas sociais, que regulamenta o trabalho das pessoas em desvantagem, e da lei da reforma psiquiátrica, que dispõe sobre o tratamento aberto dos doentes mentais. Desta, se orgulha de ter levado adiante uma proposta que nasceu totalmente da sociedade.
Autor do projeto de lei da responsabilidade educacional e do projeto de lei que limita o uso da propaganda pelo Estado - novamente aqui está o parlamentar às voltas com a propaganda que deturpa o funcionamento das instituições - e relator do Tratado de não Proliferação de Armas Nucleares (TNP). Delgado é autor do projeto de lei que regulamenta a terceirização no Brasil.
Teve, sobretudo, um trabalho de resultados claros no conjunto de resoluções e leis que tentaram levar alguma disciplina ao parlamento, alguma ordem ao exercício de suas atribuições, algum constrangimento aos que não se preocupam com questões éticas. Foi autor, nessa linha de trabalho, do dispositivo constitucional que cassa o mandato do deputado ausente e do projeto de resolução que cassou, com grande repercussão à época, o mandato dos deputados Felipe Cheid e Mario Bouchardet, na Constituinte, por ausência ("lei dos gazeteiros").
Identificado com os temas da educação e das relações exteriores, receberam sua participação dezenas de trabalhos do parlamento nessas áreas. A propósito do desencanto do eleitor e de alguns políticos com a vida parlamentar, o deputado teve com a seguinte conversa com o Valor:
Valor: Depois de seis mandatos e preparando-se para o sétimo, tem uma avaliação sobre a desilusão de muitos com o parlamento e a desistência de poucos a seguir disputando eleições?
Paulo Delgado: A desilusão é uma não escolha e também um grito de alerta. A política se complicou para políticos independentes e que defendam a autonomia dos eleitores. O campo democrático do diálogo livre e do debate com a sociedade diminuiu, substituído pela oferta de tudo sob o controle do Estado. Os partidos políticos, cada vez mais empresas privadas lucrativas, incentivam isso do Estado total, pois são sustentados por ele. Muitos eleitores também. Seu voto tem dono e é usado para pagar compromissos. A desculpa é sempre obra, verba, emenda, liberação, orçamento. Ou seja, obrigações constitucionais do Estado viraram negócios eleitorais de parlamentares. Quem testa a desilusão de um político é o eleitor. Ela tem muito a ver com a eficácia do parlamentar em tempos de novos valores da eficácia.
Valor: Como resumir a razão essencial da desilusão?
Delgado: O que está desiludindo é o esgotamento do modelo de parlamento e a ação parlamentar que não se renovou e aceitou a perda do poder de formulação e condução do debate nacional.
Valor: Tendo sido exceção, um parlamentar que conseguiu exercer os seus mandatos fazendo leis, qual a saída para o parlamento voltar ao seu eixo, retomar sua função constitucional?
Delgado: Ser autor de muitas das leis federais desde a Constituição de 88 que criaram, melhoraram ou humanizaram o padrão da política pública em nosso país pouco importa hoje. O formulador está perdendo a batalha para o entregador. Pois sem cheque ninguém acredita. As emendas parlamentares passaram de R$ 3 milhões para R$ 12 milhões, distorção que nos faz ordenadores de despesa e dependentes do Executivo. E o Congresso Nacional, que já era uma casa de despachantes de luxo dos prefeitos, agora virou a própria câmara de vereadores federais. Nos Estados a coisa é pior, pois também nenhuma assembleia é independente como poder.
Valor: O papel do parlamentar teria que passar por uma nova concepção?
Delgado: Claro que é essencial, sendo governista ou não, contribuir para a boa gestão municipal, e os bons prefeitos existem. Mas não centralizando tudo, projetos e recursos, na mão dos governos estadual e federal. A autonomia do poder municipal morreu e levou junto a autonomia da política parlamentar em relação à formulação de projetos e leis. É o deputado homogêneo num país complexo e continental diante de um eleitor em liberdade assistida.
Valor: As dificuldades de reeleição atingem mais deputados que insistem em ficar nos temas mais reflexivos e nacionais ou há também falta de votos para os despachantes?
Delgado: Deputado bom, hoje, é quem aparelhou um ministério ou uma secretaria estadual. E não há mais exceção em nenhum partido político. Até dar bola está dando voto. Quem privilegia mais o debate, a formulação, a opinião, os temas mais reflexivos ou a elevação da qualidade e justiça das leis perde cada vez mais eleitor. Ou seja, é o tempo da ênfase do político do dia a dia, muitas vezes predador, e não do que tem acumulação e moderação de apetite, considerado sonhador ou fora de moda.
Valor: Em outras palavras, é a vitória do clientelismo...
Delgado: Só que falta horizonte à prática política clientelista para entender que a elevação do padrão material de vida sem a correspondente elevação do padrão espiritual não sustenta a democracia da nação. É só olhar o espectro dos transtornos afetivos na vida familiar, o crack e a violência crescente. E ainda, muito da má conduta pública é alimentada pela prevalência da ultra-regulação do Estado sobre a sociedade sem autonomia. É preciso dar modernidade plena ao progresso.
Valor: Qual a razão de termos chegado a esse progresso material com regressão espiritual?
Delgado: Não se inventaram instituições novas capazes de responder aos desejos de autonomia, liberdade e co-responsabilidade pública e privada. É preciso continuar lutando pela modernização das instituições e reinventá-las em três direções: desinstitucionalizar a informalidade; formalizar o padrão de intermediação de interesses; dar constitucionalidade, universalidade e legalidade à conduta pública.
Valor: Essas observações parecem distantes da imagem que se tem hoje, não só do poder Legislativo como dos demais poderes, Executivo sobretudo. Parecem todos funcionar movidos apenas a propaganda e marketing, sem maiores compromissos com novas práticas.
Delgado: Na política brasileira o passado não passa. Desde a Constituinte defendo diminuir a força e o papel da publicidade e da propaganda em política. Só sou a favor da orientação de caráter educativo. A publicidade política está assentada no mito da falsa clareza, do entorpecimento do cidadão com a politização de tudo. A política virou clichê. O tempo de televisão gratuito hoje é um negócio privado de donos de legendas. Retire a publicidade e a propaganda da política e a verdade deixará de ser vista como o êxito de uma campanha publicitária, como virou. Para muitos, não importa mais o que o político é, mas o que ele parece ser.
Valor: Como resgatar a honestidade, a ética, que, pelo que se pode constatar, nunca estiveram tão ausentes quanto nas últimas recentes legislaturas, inclusive a partir de quem deveria dar o exemplo por estar no comando?
Delgado: Acabar com a casa de tolerância ao erro que virou o parlamento e fazer, pela prevalência de normas rígidas de conduta, que o senso de dever predomine sobre o senso de interesse. Acabar com esse arranjo institucional promíscuo e antieleitor. Toda a integridade do eleito está baseada no seu próprio caráter, formação e convicções pessoais anteriores à sua entrada no sistema político. Não dá para continuar como está: o honesto eleito é visto como desonesto por estar num ambiente de impunidade; e o desonesto eleito se sente em casa e ainda ri de quem não lhe faz companhia. Em virtude do alto custo individual da eleição, preservar o mandato ficou mais importante do que exercê-lo e sumiu da agenda política a luta pela autonomia e a cidadania plena do eleitor.
Valor: O eleitor não tem nenhuma proteção contra o mau parlamentar, não tem como substituí-lo e o corporativismo não deixa que seja punido com o desligamento aquele que agir contra o interesse da sociedade, e há muitos desse tipo.
Delgado: Com o modelo atual não, pois as leis são arcaicas. Hoje, o sistema comercial está mais avançado na defesa do consumidor: se posso devolver um carro com defeito, por que não posso devolver um deputado estragado? Há uma desescalada de valores e um fundamento negativo no discurso político, ou seja, uma embromação. Por isso, soberania popular, autonomia do voto, controle da qualidade do mandato e modernização do sistema eleitoral e partidário que faliu não estão verdadeiramente na ordem do dia. Em política, parece que tudo nasce original e termina como cópia.
Valor: Não deveria se dar no Legislativo o melhor ambiente para o exercício da política partidária na essência de suas propostas?
Delgado: Desde que fosse um ambiente de polêmica e não de rixa, como se transformou. A opinião superficial ou a contestação tola que alimenta o noticiário político do dia a dia tem como único objetivo a crispação. Querer o mal para o outro e isolar em guetos os fatos relevantes. É um arsenal de habilidades sem qualquer horizonte ou princípio. A partidarização de tudo é a maior doença da política e um expediente para afastar do seu meio a reflexão crítica de longo prazo. Os maiores desafios brasileiros - justiça, juventude, industrialização, educação, energia, ciência, previdência, violência - não cabem no confronto partidário, que é sem substância, artificial e eleitoralista.
Valor: Estamos com o parlamento de mais baixa reputação da história?
Delgado: Dizem que sempre piora a cada eleição. Quem compra voto não compra o decoro. A ideia da reputação não é mais muito importante entre nós. Mas, sem hierarquia de valores ou autoridades morais reconhecidas pela nação, qualquer um sente-se no direito de agir de qualquer maneira.
Valor: O desiludido com a política é desiludido com o parlamento, com os políticos, com as autoridades, com a falta de resultados, com o eleitor?
Delgado: E com o cada vez menor espaço para a liberdade de opinião. A política perdeu a utopia e não se regula mais pela economia dos signos e desejos, mas pela economia pura do comércio de interesses. A despolitização e privatização da prática política ameaçam a qualidade do processo democrático.
Valor: Vai se candidatar a um novo mandato?
Delgado: Mantenho minha coerência e liberdade. O eleitor que avalie. Nunca tive obrigação pessoal de vencer, mas de ser candidato das ideias que defendo desde professor. Há uma reciprocidade de expectativa entre o candidato e o eleitor. A obrigação do candidato é fazer campanha, mas a informação sobre a eleição depende muito do eleitor. Fui o mais votado do PT de Minas na Constituinte, quando não imaginava vencer. Nunca perdi na oposição. Fiquei suplente no governo quando não supunha perder. Tudo é política, mas a política não é tudo, aprendi com Bobbio [Norberto]. Minha utopia de desiludido. Quem sabe eu volto a me iludir diante de tanta coisa por fazer, mesmo diante do desafio que é buscar 80 mil mineiros que também pensem assim.

*E A MEIA-ENTRADA DOS ESTUDANTES. COMO É QUE FICA?

Os últimos acontecimentos envolvendo os preços dos ingressos da 40ª EXPO, em especial, a questão da meia-entrada dos estudantes, me trouxeram algumas lembranças. Lembranças de grandes lutas e de grandes conquistas! 
Ano de 2002 e 2003. Eu era vereador. Primeiras exposições com cobrança de ingressos, estudantes me procurando reivindicando o respeito à Lei. Vigília na entrada do parque, ocorrência policial e processos na justiça. Tudo isso culminando com a grande conquista.
A meia-entrada garantida! 
Vieram as eleições de 2004, propostas de coligação e o acordo para a formação de uma dupla vencedora: Honorio e Amarildo.
Entre tantos itens que fizeram parte do acordo para a grande vitória estava o respeito à lei da meia-entrada. Afinal de contas, lutara por isso junto com os estudantes. Conquistamos juntos esse direito! E o prefeito era professor! Saberia reconhecer esse direito e fazê-lo respeitar! Nunca tive dúvida disso! 
Por quatro anos fui vice-prefeito desta cidade. Por quatro anos governamos com respeito à lei, que também foi respeitada no ano passado. Mas, para minha surpresa, lendo atentamente o cartaz da expo 2010, nos deparamos com um "SUPER" desconto na compra do passaporte ao doar um quilo de alimento. Convenhamos, é realmente "SUPER"! 
Meia entrada: R$40,00 
Passaporte: R$80,00 - Doando 1kg de alimento sai por R$50,00. 
É isso mesmo! Cinquentinha! 
Aí vem a pergunta natural: Que alimento a R$30,00 o kg estão sonhando receber?  
Como é que fica a "MEIA ENTRADA" nessa história? E o respeito à lei?

Sei muito bem que uma empresa disputou e ganhou uma licitação, mas creio sinceramente no bom senso de nosso prefeito Honório para rever esta questão. 
A tempo de corrigir este erro! Que seja feito!
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